


ESI (Infraestrutura de Assinatura Eletrônica): O “Cartório + Fábrica de Selos + Arquivo” no Mundo Digital
Na era digital, a assinatura eletrônica tornou-se uma parte indispensável dos negócios e assuntos jurídicos. Para garantir a autenticidade, integridade e validade legal das assinaturas eletrônicas, o Instituto Europeu de Normas de Telecomunicações (ETSI) introduziu a Infraestrutura de Assinatura Eletrônica (ESI). A ESI não apenas fornece especificações técnicas para assinaturas eletrônicas, selos eletrônicos e serviços digitais relacionados, mas também fornece garantias legais para transações eletrônicas transfronteiriças. Este artigo o levará a uma compreensão abrangente do conceito, das principais funções, dos componentes e das diferenças e semelhanças entre a ESI e os padrões chineses.

ESI (Electronic Signature Infrastructure) é uma série de padrões desenvolvidos pelo Instituto Europeu de Normas de Telecomunicações (ETSI), que fornece especificações técnicas e estruturas abrangentes para assinaturas eletrônicas, carimbos de data/hora, serviços de certificado, serviços de confiança e outros serviços digitais. Seu objetivo principal é apoiar a implementação do regulamento eIDAS da UE (No 910/2014), garantindo a segurança, legalidade e interoperabilidade transfronteiriça das transações eletrônicas.
1.1. Definição em uma frase
ESI é um conjunto de tecnologias, regras e serviços projetados para gerar, gerenciar e verificar assinaturas eletrônicas e selos eletrônicos, garantindo que tenham a mesma validade legal que assinaturas manuscritas e selos físicos.

1.2. Entendimento por analogia
Para entender melhor o papel da ESI, podemos compará-la com o processo de “assinatura e selagem” no mundo real:
Signatário: Precisa provar “Eu sou eu” (autenticação de identidade). Selo: Precisa ser registrado no Departamento de Segurança Pública (sistema de registro de selos). Arquivamento de documentos: Precisa ser arquivado em um cartório para evitar adulteração (serviço de custódia).
A ESI digitaliza esses links:
Assinatura eletrônica ≈ Sua assinatura manuscrita digital Selo eletrônico ≈ Selo oficial digital registrado Carimbo de data/hora ≈ “Carimbo de data” do cartório digital Autoridade de Certificação (CA) ≈ “Departamento de Segurança Pública + Cartório” do mundo digital
O papel central da ESI é resolver três grandes problemas de confiança no mundo digital: identidade confiável, prevenção de adulteração de conteúdo e irrefutabilidade do comportamento.
2.1. Identidade confiável
Como provar “quem assinou”? Vincule a identidade do signatário por meio de um certificado digital (semelhante a um documento de identidade eletrônico). Por exemplo, o sistema de contrato eletrônico de um banco exigirá que você primeiro realize a autenticação de nome real (verificação facial/SMS) ao assinar e, em seguida, emitirá um certificado digital.
2.2. Prevenção de adulteração de conteúdo
Como provar que “o documento não foi adulterado”? A ESI usa algoritmos criptográficos (como hash SM3 ou SHA256) para gerar uma “impressão digital” do documento. Qualquer modificação fará com que a comparação da impressão digital falhe, garantindo a integridade do conteúdo do documento.
2.3. Irrefutabilidade do comportamento
Como provar que “você realmente assinou”? Ao adicionar um carimbo de data/hora e custódia de log ao assinar, garante-se que o signatário não possa negar o ato de assinatura posteriormente.
ESI não é uma tecnologia única, mas um “ecossistema” composto por vários módulos, incluindo os seguintes quatro módulos principais:
3.1. Padrões de assinatura/selo eletrônico
Padrões internacionais: ETSI formulou padrões como CAdES (assinatura eletrônica), XAdES (assinatura XML) e PAdES (assinatura PDF). Padrões chineses: Os padrões domésticos correspondentes incluem GB/T 38540 (selo eletrônico), GM/T 0031 (especificação de senha de selo eletrônico de segurança), etc.
3.2. Infraestrutura de Chave Pública (PKI)
CA (Autoridade de Certificação): Responsável por emitir e gerenciar certificados digitais (como CFCA, Shanghai CA). Serviço de Carimbo de Data/Hora (TSA): Adiciona um carimbo de data/hora à assinatura para evitar a adulteração da data de assinatura. Lista de Revogação de Certificados (CRL/OCSP): Usado para verificar em tempo real se um certificado foi revogado (por exemplo, após a saída de um funcionário, o certificado deve expirar imediatamente).
3.3. Sistema de aplicação de assinatura/selo eletrônico
Software de assinatura: Como Adobe Acrobat (suporta PAdES), Docusign ou sistemas de assinatura eletrônica domésticos, como eSign. Ferramentas de verificação de assinatura: O mesmo que acima, as ferramentas básicas de assinatura podem ser usadas como ferramentas de verificação.
3.4. Estrutura legal e de conformidade
Regulamentos internacionais: Incluindo o regulamento eIDAS da UE, a Lei ESIGN dos EUA, etc. Regulamentos chineses: Incluindo a “Lei de Assinatura Eletrônica da República Popular da China”, a “Lei de Criptografia da República Popular da China” e o uso obrigatório de algoritmos criptográficos nacionais (como SM2/SM3), etc.
Embora o padrão chinês (como GB/T 38540) seja uma versão localizada da ESI na China, existem algumas diferenças na implementação técnica e nos requisitos de conformidade entre os dois.
Semelhanças
Ambos resolvem os problemas de “autenticação de identidade + prevenção de adulteração + irrefutabilidade”. Ambos dependem do sistema PKI (certificado CA + carimbo de data/hora).
Diferenças
Algoritmos diferentes: ESI internacional usa RSA/SHA-256, enquanto a China exige o uso de SM2/SM3. Forma do selo: A ESI internacional se concentra mais nos “dados de assinatura” e não tem requisitos obrigatórios para selos visuais; o padrão chinês especifica o formato específico do selo (como BMP/PNG) e exige que ele seja vinculado aos dados de assinatura. Conformidade: A ESI internacional deve estar em conformidade com regulamentos internacionais como eIDAS; o padrão chinês deve estar em conformidade com a “Lei de Assinatura Eletrônica” e passar pela certificação de criptografia comercial.
A Infraestrutura de Assinatura Eletrônica (ESI) é um sistema abrangente que combina tecnologia, lei e serviços, com o objetivo de fornecer garantias confiáveis e seguras para transações eletrônicas. Na economia digital globalizada, a ESI, como uma pedra angular importante para promover o reconhecimento mútuo de transações eletrônicas transfronteiriças, está desempenhando um papel cada vez mais importante. Com o desenvolvimento contínuo de padrões nacionais e estrangeiros, a futura tecnologia de assinatura eletrônica será mais eficiente, conveniente e segura.
Em artigos futuros, exploraremos como o padrão PAdES pode melhorar ainda mais a validade legal das assinaturas eletrônicas, fique ligado!
Apêndice:
ETSI EN 319 102: Processo de criação e verificação de assinatura, que define como gerar e verificar assinaturas avançadas com segurança. ETSI TS 119 100: Estrutura de padronização para assinaturas digitais e serviços de confiança, que descreve a estrutura de padronização para assinaturas digitais e serviços de confiança.
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